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Joel Vicente De Sousa


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21/05/2010 às 22:07

Comendo pé de moleque. No caminho ao pé da serra. Refrescado por um pé de vento. Substituído por um pé de chuva. Com os pés descalço. Pisando o pé do barranco. Decorando o texto ao pé da letra. Responder ao pé do ouvido. Para não haver pé de briga. Pula de um pé só o José perneta. Com ciúme do pé de pano. De sua senhorinha ao pé do fogão. Cobra do diarista a permanência ao pé do eito. Chama de preguiçoso o pé de cama. O mais terrível é o pé de cana. Intolerável é o pé de atleta. Os mais feios é o pé de pato. O que diria o pé de pavão. O pé de anta ou o de gavião. Pé de donzela. Ao pé da mesa. Repousa no pé da cadeira. Quase tudo tem pé. Nem todos andam com os pés. Alguns pés são rápidos. Outros pés são fixos. Uns pés são imaginários. Outros pés são físicos. Outros pés ainda figurativos. Pés que andam sobre as águas. Pés que palmilha do chão. Pé da cidade e do sertão. Na dança o pé de valsa. Na cozinha o pé de sebo. Na água o pé de molho. São tantos pés citados. Outros pés esquecidos. O mais rápido dos pés. Pertence ao coração apaixonado. Que no mundo da paixão vive com os pés atolados.

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SER PROFESSOR
11/05/2010 às 23:10

Ser professor é amar. Sorrindo, chorando. Mas sempre ensinando. Ser professor. É conduzir outros ao conhecimento. Ser mediador. Ser psicólogo. Ser sacerdote. Ser pai e conselheiro. Ver envelhecer no outro que cresce. Ser professor é gerar vida critica. É matar a ignorância. Despertar para o direito. Ensinar o dever. Ser professor é. Estar consciente de sua missão. Sabe aonde quer chegar. Sabe como chegar. Sabe quando chegar. Ser professor. Nem sempre é ser entendido. Nem sempre ser bem pago. Nem sempre ser valorizado. Ser professor. É gostar de aprender. É viver para aprender. Viver em prol do aprender. Ensinar é apenas uma conseqüência.

psicanalista.joel@hotmail.com



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QUANDO FALTA INSPIRAÇÃO
11/05/2010 às 22:50

Quando falta inspiração. Não há coisa bela a ser dita. Nem mesmo escrita. Assim mesmo escrevo algumas linhas. Este é o jeito de me encontrar. Exprimir o que sinto mesmo sem entender. Como se olhasse ao espelho. Descarregando enxurrada filosófica. Sem ouvido sem tédio. No aço gélido imagem refletida. Do real quente corpo. Carente e necessitado. Não há belas palavras. Turvos pensamentos. Quem possa entender. Senão aqueles que este dilema. Vivem sem escolha a imposição.

psicanalista.joel@hotmail.com



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ELA PENSOU QUE ME AMAVA
11/05/2010 às 00:16

Ela pensou que me amava. O amor é longânimo. O dela era curto. O amor não se exaspera. O amor dela era violento. O amor não se arde em ciúme. No começo o amor dela era ciumento. O amor tudo suporta. Ela não suportou nem eu nem meu amor. O amor tudo espera. O amor dela não esperou nadinha.

psicanalista.joel@hotmail.com



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O AMOR CONFUNDE O CORAÇÃO
11/05/2010 às 00:06

Amar é coisa confusa. Porque confunde o coração. Amar é repartir a pessoa amada. Querer só para você é egoísmo. Querer ter domínio é possessão. Ter medo de perdê-la nasce o ciúme. O ciúme nasce à inquietação. O que era paixão vira confusão. O belo amor confunde o coração.

psicanalista.joel@hotmail.com



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MELANCOLIA
10/05/2010 às 23:57

Quarto quadrado. Quadras paredes. Paredes brancas e azuis. Por insônia constante. Velada por uma lâmpada. Registrou tais cores. Cada centímetro deste espaço. Palmilhado por pés ou olhar. Na tentativa de fuga desesperada. Dos insanos pensamentos. Repetidas vezes. O forro do teto é contado. A janela fechada nenhuma novidade. Olhar firme na porta fechada. Pela porta que entra sai. Na cama deitado não dorme. Sem força não se levanta. As horas passam como eternas. O dia desejado não vem. A noite parece velório. Por ele velado. Velado seu próprio corpo. De vivo morto vivo. Talvez lhe falte um amor. Que lhe desperte paixão. Para lhe tirar da solidão. Respostas não têm. Para tal melancolia.

psicanalista.joel@hotmail.com



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QUANDO PENSO
10/05/2010 às 23:26

Quando penso na vida. Em tudo que sonhei. Dos sonhos alcançados. Dos sonhos frustrados. Do que sonhei ser. Do que sou sem sonhos. Quando penso na vitória. Lembro de muitas derrotas. De muitas dores. De muitas fadigas. Todas passaram. Penso que sou feliz. Não esqueci as tristezas. Que por muito me assombraram. Alegro-me por serem passageiras. Se não fui sempre feliz. Graças a Deus que não fui sempre triste. Quando penso que penso. Confundido fico no meu pensar. O real se fundo ao imaginário. Meu ontem se mistura ao meu amanhã e meu hoje. Dado momento sou rei. Sou herói ou justiceiro. Saudável e forte. Rico e poderoso. Sábio e inteligente. Amado e carinhoso. Jovem e eterno. Confuso volta à realidade. Lembro que sou quem sou.

psicanalista.joel@hotmail.com



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GRATO
10/05/2010 às 23:24

Por tudo que vivi. Abundante vida. Na riqueza e na pobreza. Na escassez e na fartura. Por tudo que aprendi. Lendo, ouvindo e fazendo. Por tudo que pensei. Por mim mesmo. Pelos mestres que me ensinaram. Pelos livros que li.

psicanalista.joel@hotmail.com



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NUNCA ESTIVE SÓ
10/05/2010 às 23:22

Nunca estive só. Fui ajudado na fraqueza. Fui motivado no desanimo. Fui curado na doença. Fui carregado na dor. Fui alimentado na fome. Fui saciado na sede. Fui elogiado em meus feitos. Fui criticado em meus erros. Fui rejeitado ao amar. Fui amado mesmo sem amar. Desejei sem ter. Tive sem desejar. Fui desejado sem desejo. Tudo isso só é possível acompanhado. Fisicamente ou imaginariamente.

psicanalista.joel@hotmail.com



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ADMIRANDO A LUA
10/05/2010 às 22:47

Estás longe. Fora de meu alcance. Convicto de tua grandeza. Admiro sua realeza. Às vezes parece maior. Seu brilho é majestoso. Inspira o amor. Às vezes apresenta menor. Pouco é seu brilho. Como se não houvesse sorriso. Recebe o nome de minguante. Novamente volta brilhar. Então recebe o nome de nova. Sua força gradativamente aumenta. Então te chamo de crescente. Está sempre rodeada por muitas amigas. Amigas chamadas estrelas. Multidão de admiradoras brilhantes. Eu só um anônimo. Perdido na imensidão. Admirando seu brilho. Sua grandeza. Todas as noites no meu sertão.

psicanalista.joel@hotmail.com



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PÉS DESCALÇOS
10/05/2010 às 22:21

Pés descalços. Pisando sobre a lama. Lama de terra branca. Terra molhada pela água. Água do riacho fundo. Que de fundo só tem rasura. De rasura se vê o fundo. Vê-se o fundo pela clara água. Seu leito é estreito. Barranco quase ausente. Pouca água espalhada. Terra seca sedenta. Saciada por tal leito. Em cada curva um buriti. Atrai o sertanejo. Do suco do fruto o desejo. Ardente escalada. Posse do fruto troféu. Gratuito sacrifício pago. Na alegria da conquista. Regozijante joga o cacho de coco nas costa. Como entrou deixa o Oasis. Em meio à terra seca e sedenta. Cortada por um riacho. Cortado por pés descalços.

PSICANALISTA.JOEL@HOTMAIL.COM



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AMOR RACIONAL
05/05/2010 às 17:54

Quando os meus tornam teus. Quanto os teus tornam meus. Quando o que sou torna quem tu és. Quando o que tu és torna quem sou. O que já era ainda é. O que ainda será já é. Confesso que amo você. Presente inexistente. Alicerçado no passado. Na expectativa do futuro. Vivendo os instantes mágicos. Amo você. Aproveitando todo o prazer. Irracional e delirante paixão. Sem medo e sem pudor. Liberando toda nossa loucura. Deixando acontecer profundas caricias. Despertando o embriagante desejo de ter. No auge do prazer possuir você. Como eu amo você. O racional se confunde. Quando dois corpos se fundem. Em suspiros, gemido delicia. Até o teto do clímax. Explosão de paixão e prazer. Que delicia amar você. O retorno suave do irracional ao racional. Do clímax ao relaxamento. De volta ao normal. Contemplo teus olhos. Teu corpo ainda suado. Exala o cheiro do amor. Da minha alma e psique. Confesso que amo você. Com todo meu raciocínio e lógica. Confesso que amo você. Mais do que ontem. No meu total hoje. Amo você.

psicanalista.joel@hotmail.comn



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TENHO INVEJA
04/05/2010 às 11:00

Tenho inveja da água que te banha. Caindo sobre sua cabeça escorre por todo o corpo. Passando por todas as curvas e saliência. Amaciando seus cabelos. Beijando todo seu rosto. Aquecendo em teus quentes lábios. Fazendo o contorno perfeito de seu pescoço. Deslizando sobre seus seios. Cobrindo todo seu ventre. Afagando suas entranhas. Abraçando suas pernas e pés. Que inveja tem eu da esponja que passeia sobre seu corpo. Sobre ela o afago firme de suas mãos. Da suavidade que acaricia seu rosto. Palmilhando sobre sua pele. De seus seios o contorno. Desfrutar o arrepiar e rigidecer. Repetida vezes passa sobre seu ventre. Realizável delicia silenciosa. São os lugares por onde passeias. Desvelando todos os segredos de um corpo. Não há espaço sem cobertura. Hora descendo. Hora subindo. Hora indo e vindo nas laterais. Hora trabalhando em circulo. Tem teu corpo arrastado sobre delicia. Em atrito de gozo e prazer. Não há lugar sem teus beijos. Há que inveja da toalha que te cobre. Pós o banho te suga. Saciando o estio do tecido. Como chuva no deserto. Alegra a alma do nômade. Depois de passear por teu corpo. Visitar curvas e saliências. Absorver o perfume pós-banho. Enrolado sobre teu corpo. Apertado abraço sobre teus seios. Aproveitado cada segundo. Deste curto espaço de tempo. Jogado sobre a cama. Ainda contempla teu corpo nu. O passar do creme hidratante. Ao se perfumar. A maquiagem. O pentear de teus cabelos. Seu corpo começa ser coberto. Primeiro pelo sutiã. Depois pela calcinha. Como é hipnótica a visão imaginária que tenho de ti. Enquanto cada peça de roupa cobre seu corpo. Tenho inveja de tudo que te envolve. De tudo que te toca.

psicanalista.joel@hotmail.com



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