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Joel Vicente De Sousa


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VIAJAR SEM DESTINO PARA CHEGAR
30/03/2010 às 22:40

Um barco do cais a distanciar. Cheio de tantos que se vai. Levando consigo lembranças. Deixando saudade. Rumo incerto. Por outros cais ancorar. São tantos com tantas histórias. Histórias interminadas. Histórias interrompidas. No peito a esperança. Talvez um dia a história terminar. Para algum concluído a história está. Para outros não há noção de como terminará. Vivendo um dia por vez. Em meias agruras da jornada. Vivendo da vida o revés. De tantas tempestades enfrentadas. Olhar fito no horizonte. Como quem aguarda chegar. Alguém que nunca partir. Se partir para nunca mais voltar. O ardor da dor da consciência do pra sempre. Amarga mais do que fel. Aberta mais do que coração do condenado réu. A cada vez que o barco ancorar. Ancora uma esperança forte. De rever, falar. Novamente o barco se vai. Olhar fita o barco distanciar. Até no horizonte sumir. Em terra um coração sucumbir. Inexplicável é este dilema. De espera e esperança. De ver e rever. Do que foi, vinha e não veio. De triste tristeza. Olhar firme e continuo no horizonte. Buscar por um barco específico. Que traga o que se precisa. Para encontrar e reencontrar. Descobrir e redescobrir. Saber para onde voltar. Se não voltar. Saber para onde ir. Se ninguém vir. Escapar deste sentimento de angustia mortal. Desejo ardente. De entrar neste barco. Sem rumo viajar. Até em destino algum chegar.

PSICANALISTA.JOEL@HOTMAIL.COM 



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